Nossa Dança é para Jesus

Mostrando postagens com marcador LIDERANÇA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LIDERANÇA. Mostrar todas as postagens

EDUCAR PARA A VERDADE AOS MOLDES DE JESUS

Quando aprendemos fatos sobre a história da educação, percebemos que o ensino-aprendizagem sempre esteve presente na vida do homem. Em uma tribo, por exemplo, a educação acontecia pela repetição. A criança aprendia repetindo o que faziam os mais velhos. 


Em povos de antigos guerreiros, as crianças eram formadas na educação física, de forma a se prepararem para o combate. No período do surgimento das cidades, era preciso ensinar as pessoas a ler, escrever e fazer contas, sobretudo, por causa do aumento da atividade comercial. Certos imperadores criaram escolas a fim de ensinar engenharia, arquitetura, etc., a algumas pessoas da população, para a construção de grandes palácios, templos, aquedutos, entre outros.



Para cada época e para cada situação, uma postura era tomada em relação ao processo do ensino-aprendizagem. Ora a formação era esportiva (guerreiro), ora geral (tribo), ora letras e matemática (comércio), ora engenharia (construções). Esses são apenas alguns exemplos para vermos que o ensino sempre esteve presente na história humana.


Arquivo


Além disso, foram vários os pensadores que, ao longo do tempo, refletiram sobre a educação. Platão disse: “Não deveria gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los.” Aristóteles ensinou: “A dúvida é o começo da sabedoria.” Santo Agostinho afirmou: “Creia e compreenderás, a fé precede, a inteligência segue.” São Tomas de Aquino alertava: “Temo o homem de um só livro.” 

Mas, precisamos também nos atentar para o que nos ensinou Aquele que é o Mestre dos Mestres, Jesus. N’Ele conseguimos perceber algo importante – o papel do professor em toda essa história.

Como vimos, foram várias ênfases educacionais adotadas através dos séculos, cada uma dá atenção a um diferente processo e uma diferente escola. Contudo, na prática de Jesus, aprendemos que, para existir educação, duas coisas são essenciais: alguém que tenha verdadeiramente algo a ensinar e alguém que tenha vontade de aprender.

Jesus não tinha uma escola onde Ele ensinava, às vezes ia à sinagoga, mas a maioria dos ensinamentos d’Ele era em lugares comuns: numa casa, em cima de um barco, à beira do mar, no meio da multidão, no deserto. O Senhor também não possuía recursos como o quadro negro, a caneta, o caderno, usava somente a Palavra. 

O conteúdo era quase sempre a partir de algo simples do dia a dia: o semeador que saiu a semear o grão de mostarda; o pescador que lança redes ao mar...

No entanto, o ensinamento do Mestre dividiu a história da humanidade. A força não estava na estrutura física da escola ou no processo educacional, mas sim nas palavras d’Aquele Mestre que fazia com que Seus ouvintes ficassem admirados com o ensinamento d’Ele, pois os ensinava com autoridade (cf. Mc 1,27). Mas também pelos alunos-discípulos que, após receberem esse ensinamento, mudaram radicalmente suas vidas (cf. Mc 1,16-18).

É preciso aprender com Jesus. O bom professor é aquele que ensina a verdade. O que Ele tem a dizer é mais importante do que os recursos e aparatos que utiliza. Isso é válido para todos que, de uma forma ou de outra, dão algum ensinamento: professores, pais, religiosos, catequistas... Afinal, são eles que conduzem os alunos. 

A importância do professor está nisto: é preciso que ele conheça e pratique a verdade, para que, assim, possa ensinar essa verdade, conduzir os aprendizes pelo caminho certo e, dessa forma, fazê-los experimentar a vida. Ou seja, imitar o Mestre Jesus, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida (cf. Jo 14,6).


Denis Duarte
Professor da Faculdade Canção Nova



PEDAGOGIA DE PAULO FREIRE E EDUCAÇÃO LIBERTADORA DE JESUS

 A obra Pedagogia do Oprimido, escrita por Paulo Freire aborda a relação entre opressor e oprimido, onde o sujeito ativo, o opressor se utiliza de meios para manter a dominação, na qual também jamais será livre se o oprimido não recuperar sua liberdade por meio da reflexão e da ação na busca da sua humanização.
Na Pedagogia do Oprimido o opressor por meio de ações antidialógicas, como na conquista, na divisão, na invasão cultural e na manipulação aniquilam as formas de concentração das pessoas, ou de povos, para que não possa haver a superação revolucionária da situação concreta de opressão. Isso quando não enganam com uma falsa generosidade, da qual mantêm cativos os oprimidos.
A práxis contida na Pedagogia do Oprimido é a objetividade do fato concreto, e da reflexão contida na subjetividade, que busca a transformação, da qual não há que se falar em libertação se de fato não haver a transformação com a superação da contradição opressor-oprimido.
Na pedagogia do opressor o que se impõe é uma Educação Bancária, como analisa Paulo Freire, na qual o opressor deposita no “hospedeiro”, ou seja, no oprimido um comportamento prescrito, ou seja, contra argumentativo.
Diríamos ainda, que o opressor é como um verme, um parasita, que se alimenta do melhor que o oprimido tem, suga sua energia, sua consciência, sua força, até virar um galho seco, desidratado, ou seja, desumanizado.
A Obra Pedagogia do Oprimido é um alerta para a Educação Cristã, para que a abordagem dos educadores cristãos esteja firmada no diálogo, onde educador e educando possam se ensinar e aprender mutuamente, onde o educador atue apenas como coordenador do processo cognitivo, e assim ambos possam sem nenhum tipo de medo, serem verdadeiramente livres, e, portanto responsáveis em manter esse processo continuo de libertação, justamente por se conscientizarem que são seres inconclusos.
Jesus ao ensinar advertiu como no caso da parábola do servo cruel, em Mt. 18:23-33, que foi perdoado pelo seu senhor, entretanto esse servo não agiu da mesma forma com o seu conservo que não tinha condições de lhe pagar o que devia, que comparado a pedagogia do oprimido se percebe que muitas vezes o oprimido não busca verdadeiramente a libertação, mas que quando tem uma oportunidade passa de oprimido a opressor.
Jesus ensinou também a respeito do medo que as pessoas oprimidas tem de serem livres, como no caso da parábola das dez moedas, em Lc 19:11-27, onde o servo diz ao seu senhor no versículo 21: Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o que não semeaste”.
Assim, comparando com a pedagogia do oprimido se observa que no oprimido o medo da liberdade é o mesmo medo, ou seja, o medo de assumi-la.
Portanto, bem como a obra Pedagogia do Oprimido por meio da práxis de que o diálogo é a mola propulsora que leva a ação, assim o ensinamento de Jesus por meio da práxis da verdadeira palavra leva a transformação do mundo.
Jesus ensinou por meio da sua educação libertadora as pessoas a refletirem suas condutas, suas atitudes, confrontando-as e questionando-as, assim gerando ações de adesão ou de repulsa aos antidialógicos. E sempre aberto ao diálogo e até mesmo a ser questionado.
Cabe refletir sobre como estamos agindo como instituição Igreja. Se a pedagogia utilizada é a pedagogia do oprimido, da educação bancária, da falsa generosidade, da venda de uma falsa sensação de proteção e paz, ou se realmente está se cumprindo o papel de evangelistas de Jesus, de servir com amor, do diálogo com autoridade e não autoritário, da palavra reflexiva, que transforma o mundo e é inclusiva e não privilegia alguns, mas é direito de todos. Pensemos!

Referências bibliográficas
 FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido, 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.

NOSSA SENHORA A CATEQUISTA DO POVO BRASILEIRO



Nossa Senhora Aparecida

11/10/2013 - Por: faculdadecn





Catequista do povo brasileiro
Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a grande catequista do povo brasileiro. Tal expressão não surgiu arbitrariamente, mas foi formulada pelos bispos brasileiros. No documento 26, “Catequese Renovada”, aprovado em sua 21ª Assembleia Geral a 15 de abril de 1983, eles assim se expressam: “Pensando na multidão dos pobres e simples que têm verdadeira sede de Deus, recordamos agradecidos o papel de Nossa Senhora sob o título de Aparecida – a grande catequista que sustenta a fé e a esperança do povo brasileiro”.
Como catequista, Nossa Senhora da Conceição Aparecida transmite a seus devotos uma bela e profunda mensagem de fé e de esperança, que os orienta em sua caminhada humana e cristã. Não há visões nem palavras da Padroeira do Brasil. A sua mensagem brota da sua própria Imagem, de seu simbolismo e do contexto histórico em que ela foi encontrada. Sua mensagem é muito rica em significados para a vida dos cristãos, mas destacamos apenas alguns aspectos relevantes.
Nossa Senhora traz à humanidade Jesus Cristo, o Salvador. Sua pequena Imagem constitui uma escultura da Imaculada Conceição. Ela aparece grávida porque a missão de Maria é oferecer ao seres humanos Jesus, fruto bendito de seu ventre.
Mãe da unidade
Nossa Senhora é a Mãe da unidade, que reúne os discípulos de seu Filho em comunidade. Quando foi encontrada, a Imagem tinha a cabeça separada do corpo. Como a Virgem Maria é imagem da Igreja, tal separação representa simbolicamente o Povo de Deus, como corpo, e o próprio Jesus como cabeça desta nova humanidade, que nasce de sua copiosa salvação. A cabeça foi colada no corpo por um dos pescadores.É preciso unir a cabeça e o corpo para que o povo se torne Corpo Místico de Cristo.
Nossa Senhora chama os cristãos a ser Igreja. Encontrada no Rio Paraíba do Sul, a Imagem é colocada pelos pescadores dentro de uma pequena barca, muito simples e pobre. Nas Sagradas Escrituras, a barca é o símbolo da Igreja de Jesus (Mt 14,22-33; Mc 4,35-41; Lc 5,1-11). “Em imagens que sempre reaparecem, os Padres da Igreja descrevem o barco da Igreja, no qual os fiéis atravessam em segurança o mar do mundo” (Manfred Lurker, escritor cristão). Portanto, a Mãe de Jesus convida os cristãos a viverem dentro da Igreja, como participantes fiéis, ativos e comprometidos com a evangelização.
FONTE: A12